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PIB – Pequenas Explicações

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Com certeza você já ouviu falar na escola ou nos jornais sobre PIB. A sigla para Produto Interno Bruto é bastante conhecida, mas você sabe realmente o que ela significa e como sua variação impacta na sua vida? 

Esse artigo é o primeiro da série “Pequenas Explicações”, onde traremos explicações rápidas e eficientes sobre temas recorrentes no mundo dos investimentos. Afinal, para investir bem é preciso entender como funcionam os índices da economia, os indicadores das empresas e os demais conceitos envolvidos. Acompanhe agora a nossa explicação do que é PIB!

Entender a variação do PIB é importante para proteger sua carteira de investimentos de riscos e para encontrar oportunidades.

Produto Interno Bruto: uma das principais métricas de um país

O PIB é a soma dos bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade. Ele é calculado pelo IBGE geralmente no período de um ano e na moeda local.

Por exemplo, o PIB do Brasil em 2020 foi de R$ 7,4 trilhões. Você pode consultar o PIB de cada estado ou cidade do país no site do IBGE.

O PIB mede apenas os bens e serviços finais para evitar a dupla contagem. Por exemplo, suponha que um fazendeiro venda o trigo por R$ 0,10 para um moinho. Esse, por sua vez, vende a farinha por R$ 0,30 para a padaria. A padaria, por fim, produz o pão e vende a unidade por R$ 0,50 para o consumidor final. Na conta do PIB entra apenas o R$ 0,50 final, que já engloba os valores anteriores, somando ainda os impostos sobre o produto.

Assim, ao contrário do que muitos dizem, o PIB não é o total da riqueza existente em um país. Na verdade, o Produto Interno Bruto é um medidor da quantidade de novos bens e serviços produzidos num lugar em um período. Assim, se um país produzir mais que o ano anterior, o PIB terá uma porcentagem positiva. E se o país produzir menos que o ano anterior, o PIB será negativo.

Para o cálculo do PIB são utilizados diversos parâmetros. Algumas das peças que compõem o quebra-cabeça do PIB são:

  • Bens e produtos finais (indústria e agropecuária);
  • Serviços;
  • Investimentos;
  • Gastos do governo.
Gráfico do IBGE de variação do PIB brasileiro de 1996 até 2020.
Variação do PIB brasileiro ao longo dos anos segundo o IBGE.

O que o PIB revela?

A partir da performance do PIB podemos tirar algumas conclusões, tais como:

  • Observar a evolução do PIB no tempo, comparando seu desempenho ano a ano, conforme a imagem acima;
  • Fazer comparações entre as economias dos diversos países, analisando quais estão em recessão ou não;
  • Obter o PIB per capita (divisão do PIB pelo número de habitantes), que é um indicador de padrão de vida;
  • Medir a atividade econômica e o nível de riqueza de uma região. Afinal, quanto mais se produz, teoricamente, mais se está consumindo, investindo e vendendo.

Contudo, cabe ressaltar que o PIB é apenas um dos indicadores de uma economia e ele só não é capaz de determinar fatores importantes como distribuição de renda e qualidade de vida. Dessa forma, para compreender mais profundamente a economia e outras nuances de um país é importante acompanhar outros indicadores.

Um país, por exemplo, pode ter um PIB pequeno, mas, por ter uma população pequena pode ostentar um altíssimo padrão de vida. Em contraposição, um país com elevado PIB e uma população muito alta, além de outros fatores, pode ter um padrão de vida baixo.

Porém, geralmente, um país com um PIB maior costuma ter uma maior renda per capita, ou seja, há um maior estímulo para o consumo, aquecendo a economia. Com isso, as empresas crescem e são gerados novos empregos. Além disso, uma economia aquecida significa mais competitividade no mercado internacional.

Por que o PIB do Brasil está crescendo devagar?

Apesar da perspectiva de crescimento do PIB brasileiro em 2021, nossa economia ainda está tentando se recuperar da década anterior de baixíssimo crescimento. 

Entre 2011 e 2020, o PIB brasileiro acumulou crescimento de apenas 2,7%, enquanto a economia mundial teve expansão de 26,7%, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Brasil é um grande produtor e gerador de riquezas. Porém, tem uma infraestrutura ruim e paga caro para vender seus produtos por conta das ferrovias, rodovias, portos e aeroportos despreparados ou insuficientes.

Além disso, a alta e complexa carga tributária dificulta o crescimento das empresas, que somada à burocracia para produzir, contratar e vender, dificulta o crescimento brasileiro. A instabilidade política é outro fator que afeta diretamente a nossa economia e atrasam reformas necessárias, como a administrativa e tributária.

Muitos investidores internacionais consideram o Brasil um país de risco para investimentos. Somado a isso, está a baixa escolaridade e falta de profissionalização, que impedem a contratação de mão-de-obra qualificada.

Esses são só alguns dos fatores que têm impedido o crescimento da economia brasileira. Somam-se a eles ainda a alta variação da inflação, as altas taxas de juros, a desvalorização do real diante do dólar, a estagnação industrial e outros fatores de produção.

Contudo, o Brasil é um país com imenso potencial natural, tecnológico e humano. Diversos empresários têm obtido grandes resultados no país buscando soluções inovadoras para esses problemas que tem freado o nosso desenvolvimento.

A perspectiva para os próximos anos é que o PIB brasileiro cresça gradativamente.

Como o PIB afeta os investimentos?

Mas será que o PIB afeta apenas a macroeconomia? Como ele impacta no seu bolso e qual a relação com seus investimentos? Podemos observar a relação entre PIB e os investimentos sob dois aspectos.

Podemos predizer um movimento de queda do PIB observando alguns indicadores bem comuns no mundo dos investimentos. Por exemplo, se a Taxa Selic, a taxa básica de juros da nossa economia, estiver em alta, os juros estarão mais altos e o consumo será desestimulado. Assim como o IPCA, indicador da inflação. Com uma inflação alta também temos a redução do poder de compra dos brasileiros, impactando no PIB.

E, como vimos, o PIB é um reflexo de como anda a economia de um país. Caso ele esteja em alta, significa que a economia está aquecida e em expansão. Um cenário de alta estimula os investidores a terem maior tolerância ao risco. Com a Balança Comercial favorável, mais dinheiro estrangeiro entra no Brasil e os ativos negociados na Bolsa de Valores costumam se valorizar.

Então, quando indicadores internos como a Selic e o IPCA apontam para o momento de recessão, provavelmente isso será sentido no PIB brasileiro. E com a recuperação do PIB observa-se o estímulo aos investimentos e aumento da lucratividade das empresas. Assim, o mercado de renda variável tende a se beneficiar de um PIB em crescimento.


Entender os indicadores econômicos é mais uma forma de proteger o seu patrimônio em momentos de crise e aproveitar oportunidades em momento de expansão econômica. Para entender mais sobre outros termos importantes da nossa economia, acesse nosso artigo sobre a Taxa Selic e Inflação.

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